Bidu Sayão começou estudando canto com Elena Teodorini, uma romena que então vivia no Brasil, e que a levou para a Romênia, onde ela continuou seus estudos. Mais tarde foi para Nice na França onde foi aluna de Jean de Reszke, um tenor polonês que ajudou a consolidar sua técnica vocal. Bidu Sayão estreou em 1926 no Teatro Costanzi de Roma, no papel de Rosina em O Barbeiro de Sevilha de Rossini. Sua estréia no Metropolitan Opera House de Nova Iorque se deu em 1937 no papel de Manon na ópera de Massenet. Foi parte do elenco do Metropolitan durante muitos anos. Arturo Toscanini era seu admirador, referindo-se a ela como la piccola brasiliana. Em fevereiro de 1938 cantou para o casal Roosevelt na Casa Branca. Roosevelt lhe ofereceu a cidadania estadunidense, mas ela recus
Consta que Bidu Sayão se apresentou pela última vez no Rio de Janeiro em 1937, bem antes do término de sua carreira, porque ali foi vaiada durante a apresentação ao cantar Pelléas et Mélisande no Municipal do Rio. Diz-se que a vaia teria sido organizada pela claque da meio-soprano Gabriella Besanzoni Lage, cujo sucesso na Carmen eles não desejavam que fosse empanado pela carioca que vinha dos Estados Unidos coberta de louros. Entretanto neste mesmo ano, 1937, arrebatou a platéia do Metropolitan de Nova Iorque com a sua interpretação da Manon de Jules Massenet. O país onde nasceu não soube entender aquilo que o país que a acolheu recebeu com entusiasmo, e a amargura desse fato talvez só tenha sido abrandada na comovente homenagem que no Brasil recebeu em 1995.
ou na hora. De acordo com a mesma, "no Brasil eu nasci e no Brasil morrerei". Entretanto ela morreu de pneumonia nos Estados Unidos em 1999, antes de completar 97 anos, sem realizar um de seus desejos: rever a Baia de Guanabara. Havia uma viagem agendada para este propósito no ano de seu centenário, mas a soprano faleceu antes disso. Ao morrer morava na cidade de Lincolnsville, no estado americano do Maine, onde residiu grande parte de sua vida.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Kiri Te Kanawa
Dama Kiri Te Kanawa DBE, ONZ (Gisborne, 6 de março de 1944) é uma soprano neozelandesa, uma das maiores sopranos de todos os tempos. Com sua voz de soprano lírica, Te Kanawa apresenta-se em um repertório que vai do século XVII ao XX. É particularmente associada aos trabalhos de Wolfgang Amadeus Mozart, Richard Strauss, Giuseppe Verdi, George Frideric Handel e Giacomo Puccini.
Sua primeira aparição foi como a Segunda Lady de A Flauta Mágica (Mozart), como em performances de Dido and Aeneas em Dezembro de 1968 no Sadler's Wells Theatre. Ela também cantou o papel título Anna Bolenna de Gaetano Donizetti. Em 1969 ela cantou Elena de La Donna del Lago de Gioacchino Rossini, no Camden Festival e Condessa em Le Nozze di Figaro. Após a apresentação o maestro Colin Davis disse: "Não posso acreditar em meus ouvidos. Eu presenciei milhares de audições, mas essa tem uma voz fantasticamente linda". Orgulhoso por Idamante em Idomeneo (Mozart), ele ofereceu três anos de contrato no Royal Opera House, Covent Garden, onde ela fez sua estréia como Xenia em Boris Godunov e Flower Maiden em Parsifal em 1970 [4].
Atualmente ela raramente apresenta-se em uma ópera, mas frequentemente é vista em recitais e concertos. Em Agosto de 2009 o The Daily Telegraph de Londres relatou que Te Kanawa iria aposentar-se das óperas pela disciplina exaustiva. Sua última apresentação operística foi em Abril de 2010 na Ópera de Colonha, onde ela cantou Marschallin de Der Rosenkavalier (Richard Strauss)[1].
Na sua adolescência e no começo de sua juventude, Te Kanawa foi uma estrela pop e de entretenimento popular nos clubes em Nova Zelândia[2]. Em 1965 ela venceu o Mobil Song Quest com sua performance de "Vissi d'Arte" de Puccini. Em 1963 ela ganhou o segundo lugar, perdendo para Dama Malvina Major. Como vencedora, ela recebeu uma bolsa de estudos em Londres. Em 1966 ela venceu o prestigioso Australian Melbourne Sun-Aria.
Em 1966, sem uma audição, ela entrou no Centro de Ópera de Londres para estudar com Vera Rózsa e James Robertson[3].Sua primeira aparição foi como a Segunda Lady de A Flauta Mágica (Mozart), como em performances de Dido and Aeneas em Dezembro de 1968 no Sadler's Wells Theatre. Ela também cantou o papel título Anna Bolenna de Gaetano Donizetti. Em 1969 ela cantou Elena de La Donna del Lago de Gioacchino Rossini, no Camden Festival e Condessa em Le Nozze di Figaro. Após a apresentação o maestro Colin Davis disse: "Não posso acreditar em meus ouvidos. Eu presenciei milhares de audições, mas essa tem uma voz fantasticamente linda". Orgulhoso por Idamante em Idomeneo (Mozart), ele ofereceu três anos de contrato no Royal Opera House, Covent Garden, onde ela fez sua estréia como Xenia em Boris Godunov e Flower Maiden em Parsifal em 1970 [4].
terça-feira, 31 de maio de 2011
Anna Netrebko
Anna Jurjewna Netrebko (em russo: Анна Юрьевна Нетребко; Krasnodar, 18 de Setembro de 1971) é uma soprano russa bastante conhecida e admirada por sua voz suntuosa e por sua beleza.
Começou a trabalhar lavando chãos no Teatro Mariinsky de São Petersburgo ("casa" da Ópera de Kirov). Lá, ela chamou a atenção do maestro Valery Gergiev, que se tornou seu orientador vocal. Guiada por Gergiev, ela fez sua estréia no Mariinsky como Susanna em Le Nozze di Figaro (“As Bodas de Fígaro”). Depois disso, ela desempenhou diversos papéis junto com a companhia como Pamina em Die Zauberflöte (“A Flauta Mágica”) e Rosina em Il Barbiere di Siviglia (“O Barbeiro de Sevilha”).
Em 1995, aos 24 anos de idade, ela fez a sua estréia nos Estados Unidos como Lyudmila em “Ruslan e Lyudmila”, de Mikhail Glinka, na Ópera de São Francisco.
Em 2002, Netrebko estreou na Metropolitan Opera como Natasha na primeira produção da companhia de “Guerra e Paz”, de Prokofiev. No mesmo ano, ela participou do Festival de Salzburgo, regido por Nikolaus Harnoncourt.
Em 2003, ela lançou o seu primeiro disco gravado em estúdio, Opera Arias, que se tornou um dos discos de música erudita mais vendidos do ano. No ano seguinte, lançou outro disco, Sempre Libera. Em 2005, participou novamente do Festival de Salzburgo, interpretando Violetta Valéry na ópera “La Traviata”, de Verdi, ao lado do tenor mexicano Rolando Villazón e sob a batuta de Carlo Rizzi.
Anna Netrebko recebeu seu treinamento vocal no Conservatório de São Petesburgo.
Começou a trabalhar lavando chãos no Teatro Mariinsky de São Petersburgo ("casa" da Ópera de Kirov). Lá, ela chamou a atenção do maestro Valery Gergiev, que se tornou seu orientador vocal. Guiada por Gergiev, ela fez sua estréia no Mariinsky como Susanna em Le Nozze di Figaro (“As Bodas de Fígaro”). Depois disso, ela desempenhou diversos papéis junto com a companhia como Pamina em Die Zauberflöte (“A Flauta Mágica”) e Rosina em Il Barbiere di Siviglia (“O Barbeiro de Sevilha”).
Em 1995, aos 24 anos de idade, ela fez a sua estréia nos Estados Unidos como Lyudmila em “Ruslan e Lyudmila”, de Mikhail Glinka, na Ópera de São Francisco.
Em 2002, Netrebko estreou na Metropolitan Opera como Natasha na primeira produção da companhia de “Guerra e Paz”, de Prokofiev. No mesmo ano, ela participou do Festival de Salzburgo, regido por Nikolaus Harnoncourt.
Em 2003, ela lançou o seu primeiro disco gravado em estúdio, Opera Arias, que se tornou um dos discos de música erudita mais vendidos do ano. No ano seguinte, lançou outro disco, Sempre Libera. Em 2005, participou novamente do Festival de Salzburgo, interpretando Violetta Valéry na ópera “La Traviata”, de Verdi, ao lado do tenor mexicano Rolando Villazón e sob a batuta de Carlo Rizzi.
Anna Netrebko recebeu seu treinamento vocal no Conservatório de São Petesburgo.
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